Baterista de chuteiras

abril 23, 2009

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Japinha, artilheiro do Rock Gol – campeonato de futebol realizado com equipes formadas por músicos, pela MTV brasileira – e um orgulhoso e convicto corintiano fala sobre suas preferências futebolísticas.

Você é corintiano desde criancinha?

Sou sim. E com orgulho. Meu pai já me levava aos jogos quando eu tinha 5, 6 anos, de mãos dadas. Também me deu o uniforme do time logo cedo e assim fui me tornando corintiano. Sempre achei muito gostoso torcer pro Corinthians, sem contar toda a mística que o esporte envolve, aqui no Brasil. O futebol já é algo que deixa a vida de todo brasileiro mais bacana, torcendo pro Corinthians, acredito que fique mais ainda.

Qual foi seu maior ídolo alvinegro?

Puxa, tenho alguns, mas acho que foi o Sócrates. Não só por ser um excelente jogador, um craque de sua geração, que foi à seleção em duas Copas e ganhou muitos títulos pelo Corinthians. Mas também por ser um indivíduo que somou muito ao clube, pois ajudou a instaurar a Democracia Corintiana e era um líder dentro de campo. Isto fazia dele um jogador completo. Ele é e sempre foi uma pessoa muito consciente, alguém que se formou em um curso superior (em Medicina, que é bem sacrificado), mesmo sendo jogador de futebol (algo raro). Assim, suas entrevistas também eram sempre interessantes e acrescentavam (algo raro também).

E seu jogador preferido do escrete atual?

O Chicão, nosso zagueiro artilheiro. Para mim, é o jogador mais completo dentro do campo, pois tem o senso de responsabilidade que alguém da zaga precisa ter. Além de saber sair jogando e fazer vários gols, algo muito interessante para um zagueiro. Quando o quarto zagueiro vai mal, ele joga pelos dois. É um xerife do Corinthians, como o Gamarra e o Marcelo Dijean já foram.

Qual o melhor técnico que dirigiu o Corinthians?

O Osvaldo Brandão (1916-1989). Era um ótimo estrategista, além de ser meio psicólogo. Ganhou vários títulos pelo Corinthians.

Você joga bola em que posição?

Jogo do meio pra frente, em qualquer posição. Mas vou bem mesmo de centroavante, pois sei marcar vários gols. Deve-se considerar que eu não jogo nem nunca joguei futebol profissionalmente, sou músico. Mas quando me arrisquei, me dei bem inclusive em umas partidas com uns profissionais. Sempre faço pelo menos um golzinho.

Tem o CD da Revista Placar, com personalidades da música cantando os hinos de seus times de coração. Gostaria de ser o Toni Garrido (ele canta o hino do Corinthians) de uma próxima edição do CD?

Não seria má ideia. Até porque o Toni é flamenguista. E seria uma honra. Tenho muita identificação com a torcida do Corinthians, pois eles sabem que vou sempre aos jogos nos estádios. Cantar o hino do “Todo Poderoso” seria algo que me marcaria para sempre.

Seu maior sonho futebolístico é: o Corinhtians ser bicampeão mundial; o Brasil ser hexa ou bater mais um recorde na artilharia do Rock Gol?

Bom, o recorde do Rock Gol já é meu. Além de ter sido o artilheiro de duas edições do campeonato, fiz 43 gols em 7 edições! Quando me falaram isso, em uma entrevista no ano passado (e depois de um jogo no qual marquei 4 gols), fiquei bem contente. Entre os títulos, com certeza desejo muito mais que o Corinthians vença a Libertadores e o Mundial. Iria reforçar e legitimar mais ainda o título de 2000 (Campeão Mundial), que a FIFA já reconheceu. O Hexa (para o Brasil) seria legal também, mas o Corinthians é mais importante pra mim do que a Seleção.

Fonte: Terra – Cinema e DVD


Japinha: um fiel apaixonado

abril 22, 2009

filme-fiel-abril09-bymarcelopereira-terra-copiaRicardo Di Roberto, 35 anos, é um dos muitos corintianos que se emocionam ao suar a indefectível camisa alvinegra ou ao pular alucinadamente quando a consistente e ruidosa nação corintiana grita, na arquibancada do estádio, em uníssono: “Aqui tem um bando de loucos! Loucos por ti Corinthians!” Ele também é um dos ilustres torcedores do Corinthians Paulista, fundado em 1910, que, no fim de 2007, viu seu amado clube afundar para a segunda divisão do brasileiro pela primeira vez. Como um autêntico guerreiro, defensor da equipe da Zona Leste, Di Roberto, ou melhor, Japinha – o baterista da banda CPM 22 -, não se deixou abalar e manteve-se firme na sua sina de torcer, sofrer e empurrar a equipe para sair do atoleiro. O que aconteceu em 2008, quando o Corinthians voltou à elite do campeonato que envolve as melhores equipes do país.

Essa saga alvinegra inspirou a diretora Andrea Pasquini (corinthiana) a rodar o documentário Fiel, em cartaz nos cinemas. A pedido, Japinha escreveu sua opinião sobre o filme. Leia abaixo.

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“Sendo eu um corintiano aficionado desde pequeno, fica difícil não ser parcial ao analisar um filme como o documentário Fiel (em cartaz nos cinemas). Mas ao mesmo tempo, penso que este é justamente um dos motivos pelo qual fui assistir ao longa e agora escrevo sobre ele – até porque se fosse palmeirense ou são-paulino eu nem teria assistido, provavelmente.

O que devo deixar bem claro é que o filme realmente emociona quem tem algum tipo de sentimento bom pelo time. Quando cheguei à ante-sala do cinema e o pessoal da imprensa perguntou se eu estava preparado pra chorar, não entendi muito bem, achei meio exagerado. Mas após ter visto apenas a metade do documentário, consegui perceber o porquê da pergunta. Levem seus lenços, corintianos de verdade.

O filme trata basicamente dos últimos anos vividos pelo clube, quando o time, que tem a torcida mais fanática do país, foi rebaixada pela primeira vez para a segunda divisão do campeonato brasileiro e de que forma ele conseguiu dar a volta por cima. Além disso, entre um depoimento e outro, o documentário retrata alguns momentos importantes da história do time, como a “invação corintiana” no Maracanã em 1976 ou o fim da “fila” sem títulos em 1977.

Os depoimentos de corintianos bastante apaixonados, somados a imagens de momentos cruciais na trajetória do time, fazem deste filme algo bastante intenso. Muitos lances, como gols, defesas importantíssimas do goleiro Felipe, bem como a perda de gols decisivos em jogos cruciais que levaram à queda do time e ao retorno à divisão principal, levam o espectador a sentir realmente o quão forte foram o sofrimento e as alegrias vividas nestes últimos dois anos pela torcida e pelo time.

Sobre o conteúdo, tenho que ser um pouco mais crítico e avaliar o que pensei quando saí do cinema. Achei que faltou muita coisa. Talvez eu tenha esperado mais informações, pois a propaganda que me fizeram foi um pouco enganosa. O grande problema é que todos falavam que o filme era sobre o Corinthians e não sobre o período que realmente se tratou no filme. Fui ao cinema pensando que iria ouvir falar do Luizinho, Gilmar, Sócrates, Casagrande, Vladimir, Neto, Marcelinho, Tevez, Ronaldo, entre outros. Pensei que veria imagens da Democracia Corinthiana, da fundação do clube, da rivalidade entre os italianos. Mas entendo também os motivos de restringirem os assuntos, os temas são muito amplos. Se não houvesse um recorte, o filme teria que ter, pelo menos, umas dez horas de duração.

Um dos pontos fortes, na minha opinião, foi mostrar desde o corintiano mais humilde – o torcedor de arquibancada, que vai de ônibus para o estádio, sofredor (“graças a Deus”, como dizemos na torcida) – até alguns mais abonados, como um executivo que cita algumas viagens internacionais entre as loucuras que fez para tentar ajudar o Corinthians a se livrar do rebaixamento.  É muito interessante ver como as pessoas realmente têm amor pelo time, ao exibir coleções de ingressos de décadas, engolirem o choro ao citar momentos como torcedores, agradecerem aos pais por eles os terem tornado corintianos ou mesmo por confessarem ter escrito cartas aos jogadores pedindo esforço redobrado para o time não cair.

Um detalhe curioso: há uma torcedora corinthiana que dá uns depoimentos no filme que me deixaram preocupado… por ela. Conhecendo o fanatismo das pessoas no estádio e o teor das confissões no filme, penso que ficou complicada a ida dela aos jogos daqui pra frente, e em especial do seu marido. Por ela ter se casado com um palmeirense, confessa que tem que negociar com ele a ida aos jogos de seu time – em troca, ela tem que ir ao estádio do rival e vice-versa. O pior de tudo foi ela ter dito que no dia em que o Corinthians caiu, ela estava vendo o jogo do Palmeiras com o marido no estádio. Espero que nada de ruim lhe aconteça.

No fim das contas, me diverti e acabei recomendando o filme para um monte de amigos e familiares corintianos. Inclusive parabenizei um dos roteiristas no dia, o Serginho Groismann – Marcelo Rubens Paiva também assina o roteiro -, que até já escreveu um livro sobre o clube.”

Fonte: Terra – Corinthians / Foto do Japinha: Marcelo Pereira / Fotos do documentário: Divulgação


Atrevida – abril

abril 14, 2009

Confiram a coluna do Japinha na revista Atrevida de abril.

O tema deste mês é: Você ficaria com a irmã do seu amigo?

Palavra do Japinha!

“Vou ser sincero quanto a isso. Eu não tenho irmã, mas tenho praticamente certeza que teria ciúme dela, se tivesse uma. Digo isso até porque sinto um pouco de ciúme da minha mãe, prima ou sobrinha. Por esse motivo, tenho muito cuidado com as irmãs dos meus amigos. Posso dizer que, quando é muito amigo, prefiro evitar. Se a menina for irmã de um conhecido, colega, ou amigo menos íntimo, daí, já penso duas vezes. Se estiver pintando um clima, prefiro conversar com ele antes, só pra verificar se não haverá problema. Porque eu sei que a maioria dos irmãos tem ciúmes das irmãs e, então, é melhor evitar constrangimentos e perder a amizade. Comparo esta situação a casos em que rola um interesse por alguma ex de um amigo, um pouco menos tensa, logicamente. Mas, a melhor coisa, mesmo, imagino eu, deve ser quando o cara é um bom amigo seu, e acontece de você gostar e tratar bem a irmã dele. Assim, une-se o útil ao agradável, pois ele poderia apoiar o relacionamento, além de ela ter alguém parceiro dentro de casa, para facilitar os encontros. Mesmo assim, acho sempre bom tomar certas precauções com as irmãs dos amigos.”


Show em Santo André

abril 13, 2009

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O CPM 22 tocou no dia 8 de abril em Santo André, na Grande São Paulo, para comemorar o aniversário de 456 anos da cidade.

Show de graça, antes do feriadão da Páscoa, atraiu um público bem grande e super animado.

Fotos: 89 FM


Lançamento de filme leva corinthianos famosos ao cinema

abril 9, 2009

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Um “bando de loucos” se reuniu, na noite da última segunda-feira, em um cinema de São Paulo para prestigiar o lançamento de “FIEL”. O filme narra o momento mais difícil da história do Corinthians: o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, no dia 2 de dezembro de 2007.

Com o depoimento de torcedores e jogadores do time, a produção relata a queda e a ascenção do Corinthians e revela a paixão incondicional da torcida pelo clube.

Para Badauí, vocalista da banda CPM 22, a primeira lembrança do Corinthians remete aos seis anos de idade, em um empate contra a Portuguesa no Pacaembu. Ele, que disse que o clube é um de seus principais motivos de alegria, assegurou que ser corinthiano é “um estilo de vida”. Já para o baterista da banda, Japinha, ser torcedor do clube “deixa a vida mais leve, mais intensa e, às vezes, mais sofrida também”.

O filme, que estreia nesta sexta-feira, tem a direção de Andrea Pasquini e roteiro de Serginho Groisman e Marcelo Rubens Paiva.

Fonte: Época São Paulo


Japinha vira guia por corrida em São Paulo

abril 7, 2009

No dia 5 de abril aconteceu a X Meia Maratona Internacional Corpore da Cidade de São Paulo. O evento reuniu 12 mil pessoas, na Cidade Universitária.

Um dos projetos da Corpore é o de “Guia Voluntário”, que visa a inserção de atletas deficientes na corrida de rua. E o Japinha foi um dos convidados deste ano, ao lado do ator Paulo Nigro (Rede Record).

Uma experiência totalmente diferente e desafiadora para os dois, que tiveram que acordar bem cedo no domingo para serem guias de deficientes visuais durante a corrida de 5,5 km.

“Com certeza foi uma experiência enriquecedora. Eles (os atletas) foram muito pacientes com a gente, afinal eu estava aprendendo a guiar. No começo foi um pouco difícil, você tem que guiar e narrar os obstáculos. Mas foi muito bom, nós conseguimos completar em menos de meia hora os 5,5 km e ficamos super contentes, chegamos comemorando”, contou Japinha.

Japinha guiou Isael durante a corida

Japinha guiou Isael durante a corrida

Esq. p/ dir.: Paulo Nigro, André, Isael e Japinha

Esq. p/ dir.: Paulo Nigro e seu parceiro André, Isael e Japinha

Paulo Nigro, Leopoldo Pacheco e Japinha

Os atores Paulo Nigro e Leopoldo Pacheco e o Japinha


Músicos comentam a importância de Kurt Cobain

abril 6, 2009

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O Nirvana acabou há 15 anos, no dia 5 de abril de 1994, com a morte de seu mentor, o vocalista e guitarrista Kurt Cobain.

O site Terra coletou depoimentos de alguns músicos da cena nacional, que se dizem influenciados pela obra de Kurt.

Japinha, baterista do CPM 22:

“Kurt Cobain, juntamente com o Nirvana, fez uma verdadeira revolução no mundo e na história do rock com músicas que tinham três ou quatro acordes apenas, mas eram cheias de energia, inspiração, distorção, peso e rock na alma. Eles conseguiram mostrar para o mundo uma nova forma de fazer música. Todos na época ficaram chocados com a quantidade de hits que eles emplacaram nas rádios. Além disso, o jeito sincero, honesto e simples de Kurt mudou minha forma de pensar sobre os rockstars, já que ele não fazia questão de ser tratado como tal.” 

 

Fonte: Terra Música