
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado a UGT tem como política de sua Diretoria de Educação, a promoção de palestras sobre Prevenção à Dependência Química, destinadas aos comerciários e demais interessados. O assunto é ministrado por José Carlos de Oliveira, integrante do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas e Álcool (COMUDA) e o educador Wanderley Leite de Barros Júnior.
Dentre as ações sobre o tema da prevenção às drogas, o sindicato promoveu na quarta-feira (06 de maio) um encontro com um músico conceituado e reconhecido internacionalmente. Por ser jovem e ter a linguagem atual e, ainda por se opor, segundo ele próprio, a um universo com alto consumo de drogas, tem se esforçado em levar a mensagem de que o “grande barato” é ser “careta”, ou seja, fazer tudo conscientemente, “pois a grande viagem é ser livre e independente de tudo o que possa prejudicar a saúde da juventude”.
Esteve contando um pouco de sua trajetória e luta, Japinha, baterista da banda de rock CPM 22, ou melhor, Ricardo Di Roberto, mais conhecido como Ricardo Japinha ou só Japinha. Começou a tocar bateria aos 11 anos no Instituto Beck, na Mooca, em São Paulo. Toca vários estilos, mas ganhou reconhecimento através do rock com as bandas CPM 22 (desde 1999) e Hateen (fundador em 1994). Hoje é considerado o melhor baterista do Brasil, com um poder de fogo muito “rápido” nas viradas e fazendo um “backing vocal” excelente. Japinha também se destaca aos demais bateristas do Brasil, por compor muitas músicas de sucesso; é reconhecido por membros da própria banda como o integrante mais inteligente. Ricardo Japinha também é considerado um cara “enigmático”.

Provavelmente a sua maior qualidade é este distanciamento das drogas em um mundo povoado por elas, e mais, a sua luta e esforço pela conscientização sobre os riscos do uso e abuso das mesmas. Vivendo em uma realidade cujo consumo é normal, Japinha esclareceu que a sua educação e formação familiar foram determinantes na sua opção pela vida saudável. Japinha trouxe aos comerciários uma mensagem de perseverança nas negativas de convites de uso e ofertas para o consumo. Enfatizou que a saída é dizer NÃO.
Músico há quinze anos, teve contato com inúmeros companheiros de trabalho que perderam oportunidades únicas de participarem de grandes bandas, deixando de alcançar sucesso e reconhecimento pelo talento e trabalho, por usarem drogas.
Recepcionado no Sindicato pelos Diretores Antonio Cabral e por Cleonice Caetano Souza, Japinha agradeceu a oportunidade, pois espera ser o início de uma série de encontros e palestras que pretende desenvolver. Disse ser este um projeto já de algum tempo e que esta oportunidade será um marco inicial.
Nos agraciou ainda neste evento, Priscila Siqueira, teóloga e escritora, que desenvolve uma pesquisa sobre prostituição: suas origens, consequências e soluções, conscientizando o maior número de pessoas possíveis na luta por melhores dias aos que sofrem esta condição.
Fonte: União Geral dos Trabalhadores