
Japinha, artilheiro do Rock Gol – campeonato de futebol realizado com equipes formadas por músicos, pela MTV brasileira – e um orgulhoso e convicto corintiano fala sobre suas preferências futebolísticas.
Você é corintiano desde criancinha?
Sou sim. E com orgulho. Meu pai já me levava aos jogos quando eu tinha 5, 6 anos, de mãos dadas. Também me deu o uniforme do time logo cedo e assim fui me tornando corintiano. Sempre achei muito gostoso torcer pro Corinthians, sem contar toda a mística que o esporte envolve, aqui no Brasil. O futebol já é algo que deixa a vida de todo brasileiro mais bacana, torcendo pro Corinthians, acredito que fique mais ainda.
Qual foi seu maior ídolo alvinegro?
Puxa, tenho alguns, mas acho que foi o Sócrates. Não só por ser um excelente jogador, um craque de sua geração, que foi à seleção em duas Copas e ganhou muitos títulos pelo Corinthians. Mas também por ser um indivíduo que somou muito ao clube, pois ajudou a instaurar a Democracia Corintiana e era um líder dentro de campo. Isto fazia dele um jogador completo. Ele é e sempre foi uma pessoa muito consciente, alguém que se formou em um curso superior (em Medicina, que é bem sacrificado), mesmo sendo jogador de futebol (algo raro). Assim, suas entrevistas também eram sempre interessantes e acrescentavam (algo raro também).
E seu jogador preferido do escrete atual?
O Chicão, nosso zagueiro artilheiro. Para mim, é o jogador mais completo dentro do campo, pois tem o senso de responsabilidade que alguém da zaga precisa ter. Além de saber sair jogando e fazer vários gols, algo muito interessante para um zagueiro. Quando o quarto zagueiro vai mal, ele joga pelos dois. É um xerife do Corinthians, como o Gamarra e o Marcelo Dijean já foram.
Qual o melhor técnico que dirigiu o Corinthians?
O Osvaldo Brandão (1916-1989). Era um ótimo estrategista, além de ser meio psicólogo. Ganhou vários títulos pelo Corinthians.
Você joga bola em que posição?
Jogo do meio pra frente, em qualquer posição. Mas vou bem mesmo de centroavante, pois sei marcar vários gols. Deve-se considerar que eu não jogo nem nunca joguei futebol profissionalmente, sou músico. Mas quando me arrisquei, me dei bem inclusive em umas partidas com uns profissionais. Sempre faço pelo menos um golzinho.
Tem o CD da Revista Placar, com personalidades da música cantando os hinos de seus times de coração. Gostaria de ser o Toni Garrido (ele canta o hino do Corinthians) de uma próxima edição do CD?
Não seria má ideia. Até porque o Toni é flamenguista. E seria uma honra. Tenho muita identificação com a torcida do Corinthians, pois eles sabem que vou sempre aos jogos nos estádios. Cantar o hino do “Todo Poderoso” seria algo que me marcaria para sempre.
Seu maior sonho futebolístico é: o Corinhtians ser bicampeão mundial; o Brasil ser hexa ou bater mais um recorde na artilharia do Rock Gol?
Bom, o recorde do Rock Gol já é meu. Além de ter sido o artilheiro de duas edições do campeonato, fiz 43 gols em 7 edições! Quando me falaram isso, em uma entrevista no ano passado (e depois de um jogo no qual marquei 4 gols), fiquei bem contente. Entre os títulos, com certeza desejo muito mais que o Corinthians vença a Libertadores e o Mundial. Iria reforçar e legitimar mais ainda o título de 2000 (Campeão Mundial), que a FIFA já reconheceu. O Hexa (para o Brasil) seria legal também, mas o Corinthians é mais importante pra mim do que a Seleção.
Fonte: Terra – Cinema e DVD
Escrito por ricardojapinha
Ricardo Di Roberto, 35 anos, é um dos muitos corintianos que se emocionam ao suar a indefectível camisa alvinegra ou ao pular alucinadamente quando a consistente e ruidosa nação corintiana grita, na arquibancada do estádio, em uníssono: “Aqui tem um bando de loucos! Loucos por ti Corinthians!” Ele também é um dos ilustres torcedores do Corinthians Paulista, fundado em 1910, que, no fim de 2007, viu seu amado clube afundar para a segunda divisão do brasileiro pela primeira vez. Como um autêntico guerreiro, defensor da equipe da Zona Leste, Di Roberto, ou melhor, Japinha – o baterista da banda CPM 22 -, não se deixou abalar e manteve-se firme na sua sina de torcer, sofrer e empurrar a equipe para sair do atoleiro. O que aconteceu em 2008, quando o Corinthians voltou à elite do campeonato que envolve as melhores equipes do país.

Escrito por ricardojapinha
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