A banda CPM 22 está preparando um novo álbum para 2010, com músicas inéditas. Porém, nessa época de festas, o grupo formado atualmente por Badaui (voz), Japinha (bateria), Luciano (guitarra) e Fernando Sanches (baixo) merece um descanso. Fomos saber do baterista Japinha o que ele pretende fazer no Natal e no Réveillon de 2009 e descobrimos histórias divertidas sobre a vida dele, além de uma preocupação que em geral as pessoas esquecem: o quanto o barulho dos fogos de artifício maltrata os animais. Acompanhe tudo na entrevista.

BOL – Quais são os seus planos para o Natal? O que gosta de fazer nessa época?
Japinha – Meu Natal eu sempre passo com a minha família numa chácara no interior de São Paulo, especificamente em Vinhedo. Acho que só não passei lá uma vez, quando viajei pro exterior com um primo meu. É muito bacana nosso Natal porque vão muitos primos, tios e sobrinhos, então é uma bagunça e tanto. Rola até Papai Noel. No período natalino, gosto de comer muitas coisas saborosas, além de descansar e comprar uns enfeites pro meu “apê”.
BOL – Que tipo de presente você gosta de receber no Natal?
Japinha - Gosto de receber presentes úteis, como bom virginiano. Por exemplo, no amigo secreto do ano passado, pedi cuecas samba-canção de presente. Foi ótimo porque estavam em falta no meu guarda-roupa e fiquei tranquilo por um bom tempo, pois ganhei seis de uma vez. O complicado foi que uma tia minha, das mais boazinhas que eu tenho, me tirou de amigo secreto, e fiquei um pouco sem graça ao receber o presente. Mas tudo bem. Demos risada disso depois.
BOL – Como é a sua busca pelo presente certo paras as pessoas queridas?
Japinha – Não costumo comprar muitos presentes no Natal, até porque, se fosse presentear todas as pessoas de que gosto ou com quem me dou bem, teria uma lista com mais de cem nomes. Então me restrinjo aos meus velhos e aos meus sobrinhos, para ter por onde começar. A escolha dos presentes não é difícil, até porque tenho uma mania que me ajuda muito, que é de dar presentes que têm a ver com meu gosto. Costuma dar certo (acho que tenho bom gosto… [risos]).
BOL – Quais são os seus pratos favoritos na ceia natalina?
Japinha – Por ser vegetariano, costumo ter dificuldade de ter opções de alimentação em festas, churrascos, etc. Mas no Natal da minha família faço a festa, porque cada tia (tenho várias) leva um prato salgado e um doce, normalmente as especialidades de cada uma delas. Então imagina só a variedade de pratos. Os que me agradam mais são as massas da minha tia Júlia, a torta de legumes da minha mãe, o pudim de leite da minha tia Maria e a salada de frutas da minha mãe.
BOL – O que não pode faltar no seu Ano Novo?
Japinha – Nem sempre consigo, mas molhar os pés na água do mar me dá uma sensação de renovação, de novas energias. Uma boa turma, com um jantar animado e bastante gente vestindo branco é legal também. Não gosto muito de fogos, acho perigoso e barulhento. Sem contar o quanto isso judia da audição sensível dos cães e gatos. Por isso, sempre tento viajar pro litoral com bons amigos, ou com a família.
BOL – Quais são seus planos para o Réveillon deste ano?
Japinha – Ainda não sei. Como bom brasileiro (japonês falsificado), deixo pra última hora. Pode ser em Floripa com uns amigos, ou no litoral sul de São Paulo mesmo, com a família. Ano passado passei em Ilha Comprida com um amigão meu.
BOL – Você adota alguma superstição na hora da virada de ano? Qual?
Japinha – Nada muito a sério… Uso branco, mas não cem por cento, como alguns, que até a cueca branca vestem. Na verdade, visto mais roupa branca por achar que deixa a cerimônia do Réveillon bonita, diferenciada. Gosto das tradições. Não costumo pular as tais das sete ondas, mas respeito quem o faz. Acho engraçado, na verdade. Somos humanos e superstições são válidas, fazem parte das tradições. Às vezes minha mãe aparece com lentilhas ou outras frutas (não lembro quais) que dizem que dão sorte. Mas costumo ser mais racional nessa hora e tento mentalizar coisas positivas pro ano que está por vir. Acho que faz bem pra mim. Por ser religioso, também oro pra que tudo dê certo e agradeço a Deus pelo que rolou de bom no ano que se foi.
Fonte: BOL